
|
25/06/2009 22:16
A MORTE É POP
Há um tempo atrás neste entorta, foi publicada uma dúvida: Quem morre antes: Michael Jackson ou Amy Winehouse?
Pois bem(ou mal, depende do ponto-de-vista), o ex-afro descendente levou a melhor(ou passou desta para melhor), bem antes da musa mui loca. Morre no mesmo dia da ex-pantera Farrah Fawcett.
Mais um mito que durará para sempre, igual a Elvis, Lennon, Morrison, Hendrix ou GG Allin.
Figuras como Michael, apelavam pro exotismo estético, pra confusão androginóide e uma vida obscura. Além da fórmula pop e comercial de sua música, que atingiu o ponto alto quando ainda não havia entrado na sua nóia de embranquecimento da pele, o cara era acusado de pedofilia. Na certa ao chegar no céu, pediu do Menino Jesus...
Politicamente incorreto? Sim.
************************************************************************
E já que o assunto une música e morte,neste ano, em agosto, completará 20 anos da morte de Raul Seixas. Raul era popular. Só Roberto Carlos é mais popular. Popular, não populista, como o são certos cantores e bandas, ligados ou não a MPB; Raul cantava pro povão, e não "cantava" o povão, como muitos por aí fazem a base de jabá.
Não era da "ala burguesa" da MPB de apartamento da bossa-nova, nem da turma baiana, apesar de baiano; Raul era ROCKER! O único defeito dele foi ter aturado aquele mala do Paulo Coelho e seu misticismo subliterário de mercado. O olho do cu de Deus.
***********************************************************************
Nada de "poetas" e punhetas post-morten de Cazuza ou Renato Russo. Nada de "forró universitário" ou "sertanejo universitário(?). O que viraram as universidades??
Nada de jabáCUlelêôlelê, nada de caetanices e emochorosidAIDS!
Nada de pagodeiros, nem de cadelas funkeiras...
OUÇA ROGÉRIO SKYLAB! O ÚLTIMO MALDITO PRA CARALHO DA MÚSICA BRASILEIRA!
Skylab é um cadáver. Ele mesmo afirma isso numa música. O problema é o ego e as contas bancárias infladas de certos artistas contemporâneos...acham que tão agradando, bovinizando um país, que ao ligar o rádio ou a televisão, ouve músicas chorosas ou alegrinhas. A audiência encontra essa monocultura dominante, cuja imposição da indústria é de uma rigidez cadavérica.
************************************************************************
"Bite it, you scum!"
***********************
enviada por jucca sassafrás
19/06/2009 10:37
RBS: NEM PENSAR!
No ar, mais uma campanha empreendida pelo grupo monopolista de comunicação RBS.
Parece que outras campanhas não foram bem-sucedidas, como as de duplicação da BR-101 ou outra sobre o tema da violência no trânsito("Correr é o fim"). E eis que surge a mais nova intitulada "Crack: nem pensar". A velha guerra midiática às drogas. O sempre alarmismo espetacularizante e incutidor de medo e terror. O crack. Será que vai bater um "efeito"? A RBS força a barra. No mesmo instante que produz o choque em chamar a atenção para um tema delicado, tenta ser "simpática" com a população de SC, cujo estado vê como uma extensão do RS. Floripa, a maior praia de Porto Alegre. Em seu jornal de meio-dia, o Jornal do Almoço, alterna notícias, com uma descontração fake de seus apresentadores; Lança mão de uma alegriazinha, junto a noções de "cidadania" e claro, aquela fórmula de incutir o medo na população, tão em voga ultimamente no "jornalismo" atual. Fica algo meio esquizofrênico. Enfim, voltando a temática das campanhas, não repercute muito junto a sociedade, como gostaria o grupo monopolista. Ao menos essa é a impressão que passa.
A "simpatia" da RBS é como um sorriso na face de uma velha coroa, que acaba de fazer uma operação plástica; Parece que o povo reconhece bem um sorriso falso...
Comemora 30 anos de atividades no estado catarinense. Seus "jornalistas" vestem a camisa da empresa; leia bem, EMPRESA! Todos bem titerizados pelo pensar único, de um grupo empresarial de comunicações. Imprensa-empresa. Showrnalismo. Com ou sem diploma.
Não fosse apenas a auto-promoção de suas atividades e sua mania de tutelar e espetacularizar as necessidades e mazelas da sociedade, esbarra no abuso de seu monopólio. Inclusive, o Ministério Público está investigando a irregular aquisição do bando dos Sirotsky, do jornal "A Notícia" de Joinville; São dezenas de rádios e repetidoras de Televisão, bem como outros jornais, além de um portal na Internet.
Fora isso, não permite a difusão pela rede do site Pontodevista.jor, especializado em dissecar as matérias e reportagens do jornal Zero Hora; o site foi impedido na Justiça de continuar exibindo seu trabalho de desmistificação da prática showrnalística(assunto já comentado neste entorta)do periódico da RBS.
A filiada da Rede Globo parece bem mais maquiavélica que a sua matriz.
Por isso, o entorta-cano difunde o lema: RBS: NEM PENSAR!
enviada por jucca sassafrás
15/06/2009 09:48
FLORIPA: (I)MOBILIDADE URBANA
MOBILIDADE URBANA: A PIOR DO BRASIL
Recentes pesquisas revelam que Floripa tem a pior Mobilidade Urbana do Brasil. E outra pesquisa, revelou que o Estado catarinense é o segundo que mais devasta a Mata Atlântica. Coincidências? Provavelmente não. É fruto originado de uma visão de progresso do século 19, predadora e cega. Nós ainda não entramos no século 20. A suposta "qualidade de vida" não passa de armação marketeira, utilizada pelos governos anteriores que venderam a imagem "paradisíaca" da capital catarinense ao mundo todo, via matéria paga em revistas semanais e na mídia televisiva.
Em Floripa temos um trânsito caótico, com engarrafamentos extensos, proporcionalmente maiores ao de metrópoles como São Paulo; tudo é lento, atrasa tudo e estressa todos. Qualidade de vida?
Temos em Floripa, um dos piores e mais caros sistemas de transportes coletivos do País. Nada de transportes alternativos, como o marítimo e apenas ônibus, monopolizados por empresas comandadas direta ou indiretamente por político$ locais. Chamam isso de qualidade de vida?
Promessas de construções de ciclovias até agora não saíram do papel. Tudo é um papo-furado demagógico e puro marketing. Ideias mirabolantes como a construção de túnel subaquático ligando a ilha ao continente, beiram ao delírio. Já que uma obra dessas seria orçada em quase 600 milhões, sem contar o quanto políticos e empreiteiras embolsariam nestas licitações para empreender sua construção.
Floripa possui poucas áreas verdes. A dendrofobia é um problema de origem psicológica que acaba implicando em caos ecológico(a tal visão cega e predatória de progresso). Não há parques circundadando a cidade. O contato da população com o mar no centro da cidade, é cada vez mais raro. Realizar uma "deriva" é complicado as vezes, não só pela topografia natural da cidade ser repleta de morros, o que provoca muito sobe e desce para as pernas que facilmente se cansam, mas pelo funilamento de ruas e avenidas que acabam tornando o pedestre num quase kamikaze...
Qualidade de vida de cu é rola...
enviada por jucca sassafrás
08/06/2009 01:15
A SOCIEDADE É "GORE"...
Cadê os pedaços do avião? Cadê os pedaços dos corpos? Nenhum pedaço de fuzelagem ou algum órgão boiando no mar, ou uma cabeça na beira de uma praia ? Nada?? Nós queremos mais!! Ei , Nelson Jobim: deixa de ser mentiroso!
Cadê os pedaços do avião que a gente queria ver e só você viu??
Como é que nós, a audiência, iremos nos regozijar sem ver ao menos uma carcaça de alguém ou uma peça do avião, que nem precisa a caixa preta pra saciarmos nossa ânsia "gore"??
A sociedade é louca por tragédias. Quando vão filmar um corpo se despedaçando ao vivo, num desastre de avião? Sangue, tripas, miolos, se desintegrando. Talvez isso daria 100% de audiência...
A Sociedade do Espetáculo precisa de tragédias, mais que saber quando elas acontecem; Precisa acompanhar "in loco", se possível com imagens "ao vivo", numa espécie de "realitixou" mórbido, 24 horas ...nossa ânsia pela morbidez se equivale a nossa curiosidade pela vida alheia. E também pela morte. Adoramos a morte. Herança da nossa formação cristã. Nossa educação é sangue. A mídia nos transforma em vampiros vouyers da desgraça alheia.
Queremos saber se fulano ou fulana tomam banho pelados ou de calcinha, e/ou quando morrem em acidente de avião, pesquisamos no google-imagens, sobre se encontraram um pedaço de carne que poderia ser de uma celebridade...
Enfim , esse texto não é doente, mas é sobre algo doente que é a nossa sociedade.
Nossa Sociedade adora um espetáculo bem "gore"....aaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!!!!!!!!!
enviada por jucca sassafrás
04/06/2009 17:58
A história esquecida da maconha-Porque esta erva é proibida
Até os anos 30, a maconha era conhecida nos EUA apenas pelo seu nome medicinal - cannabis. William Randolph Hearst, utilizando-se do ódio a imigrantes mexicanos e espanhóis, popularizou o nome marijuana, dando a impressão de que a erva era um mal vindo de outro país, podendo, então, demonisá-la.
A história esquecida da maconha é uma lição de como interesses industriais sempre sacrificaram a sustentabilidade para colocar a humanidade num curso de destruição ambiental. Ativistas pró legalização dizem que a proibição começou nos EUA devido à ameaça que a planta fazia frente aos interesses ligados ao lucro com indústrias do plástico, produtos têxteis e de papel do magnata da mídia William Randolph Hearst e da companhia DuPont, ligada à indúsria têxtil.
A maioria dos produtos como cordas, velas (de embarcações) foram feitas de fibra de maconha desde 8,000 antes de cristo até o começo do século 20. No livro "The Emperor Wears no Clothes" (o imperador não veste roupas), o ativista pró-legalização Jack Herer afirma que Napoleão invadiu a Rússia em 1812 para cessar a venda dos russos aos ingleses, pois a planta era muito valiosa e útil nas mais diversas formas na Inglaterra. A declaração de independência dos EUA foi escrita em papel feito com a fibra do cânhamo, subproduto da planta.
Contudo, Herer diz que o uso industrial da planta caiu no começo do século 20 devido à "falta de tecnologia necessária para a produção em massa". Mas, em 1916, o departamento de agricultura dos EUA declara que uma tecnologia capaz de tornar a maconha como o principal produto agrícola dos EUA estava sendo desenvolvida. O departamento de agricultura dos EUA declarou, à época, que 1 acre de plantação de maconha era capaz de produzir a mesma quantidade de papel que 4,1 acres de árvores desmatadas para a produção do mesmo.
Nos anos 30, quando as novas tecnologias para o plantio de maconha começaram a ser utilizadas a um custo financeiro razoável, a Hearst Paper Manufacturing Division, Kimberley Clarke e todas as companhias de madeira, papel e muitos muitos magnatas por trás de grandes jornais perderiam bilhões de dólares, caso não agissem em favor da criminalização da planta.
Mas a volta da maconha industrial nos anos 30 não ameaçou apenas interesses de jornais e tais companhias. A forte fibra natural do cânhamo também é ideal para a produção têxtil, de plástico e até mesmo explosivos. A DuPont acabara de patentear o nylon, assim como processos de produção de plástico a partir de petróleo e novas tecnologias altamente poluidoras como a produção do papel a partir da madeira.
Nos anos 30, os jornais de Hearst deliberadamente fabricaram uma nova ameaça aos EUA. O próprio declarou, mais tarde que: "Uma história de um acidente de carro no qual um baseado foi achado dominaria as manchetes por semanas, enquanto que acidentes causados por consumo de álcool só apareceriam nas páginas internas". De acordo com os próprios registros internos da DuPont, Herer explica: "80% dos negócios da DuPont não seriam possíveis caso a proibição da maconha não acontecesse."
Em 1937, a maconha se tonaria ilegal, após a lei chamada de Marijuana Tax Act removê-la do mercado. Mas antes que fosse proibida, a erva necessitou ser demonizada. É aí que entra o papel de William Randolph Hearst, megamilionário controlador da maioria dos meios de comunicação estadunidenses da época, na vida do qual foi baseado o filme de Orson Welles "Cidadão Kane". Hearst usou a sua cadeia de jornais para espalhar a propaganda antimaconha, apesar de diversos relatórios oficiais da Inglaterra e EUA concluírem que o uso da erva não trazia mais danos à saúde do que outras drogas legalizadas.
O pesquisador Herer diz que a ficção de crimes relacionados à maconha tomaram conta da mente dos americanos através do uso de manchetes histéricas comos "Causadora de Loucura" e "Maconha - assassina da juventude". Através dos anos 30, a rede de tablóides de Hearst publicava matérias sensacionalistas sobre "pretos chapados de maconha" que supostamente estupravam mulheres brancas, enquanto tocavam uma música de "vudú satânico", nos dias de hoje conhecida simplesmente como Jazz. A campanha de Hearst seria hoje motivo de riso não fosse a "cannabisfobia" que ajudou a criar. A corporação Hearst, dona da National Magazine Company, da Inglaterra, e publicadora de Cosmopolitan e Esquire, mostraram-se portadoras do mesmo tipo de sensacionalismo em relação à maconha.
Após proibida nos EUA, o país lançou uma campanha mundial que acabou por proibir o cultivo da planta na maioria dos países até os dias atuais.
Fontes: Jack Herer The Emperor Wears No Clothes
http://www.igl.net/wwwcurr/messages/834.shtml
enviada por jucca sassafrás
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|

|
|