O entorta-cano


18/11/2008 18:09
PARA DEIXARMOS DE SER BUNDAS-MOLES...LIGUEMOS OS PONTOS


PRIMEIRO PONTO

A intervenção na bienal em São Paulo com o ato vandálico contra algumas "obras" de "artistas complexos"(?), afrontou a arte estúpida pós-moderna. A pseudo-vanguardice das "instalações" artísticas é uma egotrip pretensiosa e merece ser violentada pelas pichações dos vândalos não-artistas. Quem pode fazer alguma forma de (anti)arte são mesmos os não-artistas...vernissagens e bienais ornamentam jardins cobertos de cocôs conceituais!

"É FUNÇÃO DO ARTISTA VIOLENTAR" - GLAUBER ROCHA


A polícia foi chamada e retirou os vândalos não-artistas. o CRIME escandalizou a elite de cabeças de ovo da mídia e da arte do status quo. PONTO!


SEGUNDO PONTO

Nos EUA uma sacada esperta foi a falsificação do The New York Times - aquele jornal que todos adoram citar...- ou seja, uma edição falsificada foi editada e exibia na manchete principal o fim da guerra do Iraque.
O "feedback"(eita porra) desse "mindfuck"(eita porra2) estava implicitamente publicado na data de 4 de julho de 2009, como a data desta não-edição. Um não-jornal editado por não-jornalistas. A ação foi de um grupo ativista chamado "Yes Men". A tiragem passou de 1 milhão(!) de exemplares e demorou mais de uma ano para ser lançada.
Coincidiu com um dia após a eleição de Barack,o Obama.

Sincronicidades do caos aleatório...diria um certo Ari Almeida...


TERCEIRO PONTO

Nos pontos anteriores foi falado de INTERVENÇÕES NO COTIDIANO. A arte e o jornalismo foram subvertidos. Subverter é preciso. Estas duas coisas andam juntas. Duas coisas que deveriam servir à SUBVERSÃO, como maneiras de encarar e sabotar a realidade, para assim a revolucionar.
Mas como todos nós sabemos, estas duas coisinhas servem ao capital cheio de estrias e ao balofo status quo.

Por isso não podemos esperar nada de artistas e jornalistas. Muito menos de políticos.

NÃO-ARTISTAS E NÃO-JORNALISTAS, assim como NÃO-POLÍTICOS podem se tornar agentes de uma contaminação memética e mimética, e transformar o olhar sobre a realidade. Abrir as mentes adormecidas. Inertes. A multidão bovina que se reconhece como rebanho de Deus.

O "know-how"(eita porra3), para deixarmos de ser bundas-moles, é empreendermos ações diretas contaminantes, que consistam em nos espelharmos na ação de um sujeito que pintou sinalizações de trânsito numa cidade aqui no Brasil, e que após denunciado a prefeitura teve o apoio da população.
(ver LINK no final desse texto).
Esse ato solitário desse "agente da contaminação" foi motivado por espontâneidade e indiferença à existência da teoria situacionista.
O que ele fez nada mais seria que a obrigação do Estado, mas como se encarregou sozinho de fazê-lo se tornou um "antiherói".
Atos assim refletem subversamente melhor no cotidiano e no coletivo, do que mensagens escritas num muro, que apenas agrada ao ego de quem as pichou.


PONTO FINAL


Para deixarmos de ser bundas-moles é preciso:

Sair do virtual para o real.
Sair da leitura para a rua.
Sair da teoria para a prática.

Ligaram os pontos? Mãos à obra!...(pra começar, jucca sassafrás pretende arrumar a calçada quebrada que há na rua em que mora).

http://www.delinquente.blogger.com.br/


enviada por jucca sassafrás






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