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21/01/2009 17:57
CAPITALI$MO SEM CLASSE TRABALHADORA OU O "SOCIALISMO-CARACU DOS RICO$"
A classe trabalhadora foi atingida em cheio pela atual crise
internacional.
Vítima do desemprego e do peleguismo dos sindicatos.
Desmprego causado pelas demissões em massa das grandes indústrias,
sobretudo as grandes montadoras, que mesmo com seus lucros outrora
exorbitantes,são hoje amaparadas pelo Estado para que não quebrem.
O mesmo Estado, execrado pelos neoliberais(espécies de zumbis
retóricos)
socorre além das montadoras, os bancos, esses depósitos de dinheiro
que sempre levantam a suspeita sobre se há ou não diferença entre
fundar ou assaltar um deles.
Como se sabe, o capitali$mo é covarde, injusto e vil com as massas
trabalhadoras.
Não obstante, os "empreendedores" exultam que são "geradores de
empregos", mas quando a água começa a bater na bunda deles, a primeira medida que tomam é cortar gastos, ou seja, demitir!
E quem pode amparar os pobres homens e mulheres defenestrados,
descartados e jogados ao relento da incerteza?
Aí nesse caso não há bilhões e até trilhões do
Papai-Estado para salvá-los, sobra então essa tarefa para os
sindicatos, que teoricamente deveria representá-los. Mas não é bem assim na prática.
Os sindicatos são pelegos, servem de escada para a ascensão política de uma meia-dúzia de "Paulinhos", e estão atrelados a partidos, para fazer o jogo destes para pressionar trabalhadores a votarem em seus candidatos em época eleitoral.
Enfim, não possuem o espírito do combate e do conflito, como
antigamente predominavam nas características dos primeiros sindicatos anarcosindicalistas, isso lá no começo do século XX.
O que diria o "Tio" Marx de tudo isso? A possibilidade de
enfrentamento, do acirramento
da luta de classes seria algo desejável neste momento crucial em que estamos vivendo. No entanto, vemos barganhas, "sindicalistas" sentados negociando com os patrões até uma possível redução de
salários...covardia pura!
É o efeito caracu: os patrões entram com a cara e os trabalhadores...
Durante a Era Vargas, os sindicatos tornaram-se meros instrumentos
manipulados pelo Estado. Hoje, os sindicatos se deixam manipular pela retórica falaciosa dos patrões sobre a "crise" e "entendem" que a "necessidade" do Deu$-Mercado está absolutamente acima de todo bem e todo mal. Ruptura? Está louco?
No desdobramento dos acontecimentos, sempre a corda arrebentará do
lado mais fraco.
O resumo da ópera: bancos e montadoras salvos pelo Papai-Estado com
trilhões de dólares,
trabalhadores reféns das demissões, da imobilidade de classe e da
bundamolice pelega vendida de seus supostos "representantes".
Uma nova etapa do capitali$mo se vislumbra. É estranha essa simbiose em que o papel do Estado torna-se um elemento "mediador" e intervencionista para aplacar
as perdas financeiras, moldado por uma desarticulação de classe, ou
seja, não há o que temer a classe burguesa neste momento; o "inimigo" natural,a consciência revolucionária da classe trabalhadora dorme o sono de Morfeus,talvez para sempre...eis o "socialismo dos ricos"! Concentrar a riqueza e os lucros e socializar as perdas.
Capitali$mo sem classe trabalhadora não significa que a sociedade de classes tenha chegado ao seu esgotamento. E sim o que ocorre é uma espécie de estrangulamento daqueles que se quiserem reivindicar
direitos esperar sentados. Ou nada mais esperar, se é que se poderia esperar algum dia, algo de positivo do modo de produção capitali$ta.
(na sequência, um artigo sobre a fragmentação dos oprimidos em
minorias, como amortecedor político anticlassista).
enviada por jucca sassafrás
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